sexta-feira, 4 de junho de 2010

“Avó, não deixes que me levem”


"Avó, não deixes que me levem". Estas foram as palavras que Lana, de seis anos, disse a Alice Araújo, avó paterna, na esquadra da PSP de Águas Santas, Maia, na terça-feira, depois de ter sido levada do infantário que frequentava. Tudo porque, após cinco anos a viver com os avós, um mandato judicial colocou-a de novo à guarda do pai, a viver na Irlanda do Norte.
É no país britânico que tudo tem início. Sandro Araújo, emigrante, viveu em união de facto com uma cidadã local. Lana é o resultado do relacionamento, que termina com a morte da mãe, em 2005. Acusando os sogros de lhe roubarem a filha, Sandro pede ajuda aos pais. Alice viaja para a Irlanda do Norte e repara que o filho vive em condições deploráveis, sem cama para Lana. A menina não estava ainda registada, pelo que Alice alugou uma casa a Sandro, para que conseguisse registar a filha – norte-irlandesa – e obter a sua guarda.
Lana acaba por viajar para casa dos avós, em Águas Santas, com a autorização de Sandro, que, segundo os pais, ficou "um ano e 17 dias sem querer saber da filha" e decidiu depois reavê-la. Num processo que se arrastou vários anos, Sandro viu ser-lhe dada razão.
"Ela chegou com muitos problemas de saúde. A médica de família disse-me que ela iria morrer. Fiz tudo pela menina em cinco anos. Até que chega um papel que vale a vida dela", contou Alice ao CM, após ter falado ao telefone com a neta. "Disse-me que já não come". O pai, Sandro, a quem os pais apontam problemas com álcool e outro interesse que não afectivo, garante à criança que vai ver os avós. "Ela disse-me para não chorar, que vem para a nossa casa. O meu filho quer que eu que diga que perdi o avião", adianta Alice, que vai colocar nova acção nos tribunais britânicos. Sandro já tem outro relacionamento e uma filha de sete semanas.

Comentários para quê...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pai atira filhas de 2 e 4 anos ao rio

A Polícia do estado brasileiro de Espírito Santo deteve ontem à noite um homem acusado de atirar a um rio as suas duas filhas, de apenas dois e quatro anos. O corpo da menina mais velha foi encontrado já hoje pelos bombeiros.

Tudo aconteceu ontem à tarde, depois da mãe das meninas, Ana Lucia Dortes, as ter entregue aos cuidados de uma prima. Segundo o relato desta familiar, a avó paterna das crianças apresentou-se em sua casa para as levar e, enquanto ligava para a progenitora a pedir autorização, a avó desapareceu com elas, acabando por as entregar ao pai.

Várias testemunhas contaram à Polícia que viram o homem lançando as meninas de uma ponte com 10 metros de altura, que une as cidades de Serra e Fundão, dois municípios da região metropolitana de Vitoria, capital do estado de Espírito Santo.

A revolta tomou conta do estado de espírito de populares que tentaram linchar Wilson Barbosa, de 37 anos. A Polícia acabou por prendê-lo horas depois do acontecimento numa praia, com algumas feridas.

O homem foi conduzido à esquadra de Serra mas, perante a fúria dos populares, que ameaçavam invadir o local, foi transferido para um hospital de Vitoria.

A mãe das meninas estava separada do marido há dois meses, depois de ter apresentado queixas por maus-tratos. Desde 10 de Abril, Ana Lucia Dortes tinha uma ordem judicial a determinar que Wilson Barbosa não podia aproximar-se dela ou das filhas por uma distância não inferior a 500 metros.


Esta notícia deixou-me estupefacto.  Que pena se deve dar a um homem deste calibre? A morte? Não... suave demais... Tortura? Não... suave demais....
Mas o que raio se passa com o ser humano?  Querem fazer sangue? Comprem uma arma e dêem um tiro nos cornos.  Menos um.  Querem violência? Vão para o meio de uma claque desportiva e clamem pelo nome de uma equipa adversária.  Mas deixem as crianças sossegadas.  Quando nós formos que fiquem cá elas.  E ... que elas sejam melhores do que a minha geração...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Brasil: Morta à pancada

Uma menina austríaca de quatro anos, tirada ao pai há dois anos pela mãe, uma brasileira que a levou para o Brasil, foi morta à pancada pela tia, que tomava conta dela, para que a criança não fosse devolvida o pai como a Justiça tinha determinado.

Correio da Manhã - 22 de Junho de 2009


Agora digam-me que pena se deveria aplicar... á tia que a matou... á mãe que a tirou do pai para a dar á tia... ao Sistema que permitiu isto...

E não é que esta situação me faz lembrar algo parecido em Portugal??????? Vanessa... Lembram-se? E lembra-me outra situação em que espero que o fim seja MUITO diferente.

sábado, 20 de junho de 2009

Movimentos pelas crianças

A ideia de começar um blog surgiu por não conseguir ter voz e por querer dar voz ás crianças. A situação da Alexandra tocou-me muito e mais recentemente tenho tomado conhecimento de outras situações. Situações essas que me repugnam e que me fazem ter NOJO do sistema político e do sistema jurídico.

Junto os links para que possam ser consultados:


Espero que esta lista não cresça mais e que num futuro possa dizer... Portugal mudou

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Democracia á Portuguesa

(POR CLARA FERREIRA ALVES)

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.


Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Clara Ferreira Alves - "Expresso"

Os ricos dos portugueses...

Estava há dias a falar com um amigo meu Nova-iorquino que conhece bem Portugal, o Eddie..

Dizia-lhe eu à boa maneira portuguesa de “coitadinhos”:

- Sabes Eddie, nós os portugueses somos pobres…

Esta foi a sua resposta:

Amigo, como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade, de telefone móvel tarifas 80% mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços bancários e cartas de crédito ao triplo que nos custam nos EUA, ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 dólares o equivalente? 20.000? Podem dar 8.000 dólares de presente ao vosso governo e nós não.

Não te entendo.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2% de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 20% pagais ainda impostos municipais.

Além disso, são vocês que têm “impostos de luxo” como são os impostos na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até certos a 300% do valor original., e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.

Sois pobres onde?

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e de Empresas ligadas ao Estado.

Deixa-te de merdas, sois pobres onde?

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3000 dólares ao mês por pessoas, isto é mais ou menos os vossos 2000€. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto que nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos
EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

Vocês não são pobres, gastam muito mal o vosso dinheiro.


Só nos falta, mais esta, imposto sobre os movimentos nos multibanco.


Que vou responder ao Eddie?

Por favor dêem-me sugestões.


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Primeira Homenagem


A minha primeira homenagem vai para o Juiz do tribunal da relação de Guimarães pela decisão no caso Alexandra. Dedicado por mim e por todos os "verdadeiros" pais deste país.